Cavalo
"Espírito sagitariano, alma livre, não tenha medo da liberdade..."
Um cavalo surge correndo velozmente no horizonte, arrastando consigo as cores do arco-íris. Com seu galope veloz encanta a todos por onde passa: não há ninguém que não sinta um desejo ávido por impulso e liberdade. O cavalo corre, corre livremente, sua crina formando uma dança louca pelos ares e suas patas pesadas martelando o chão batido de terra, levantando ondas de fumaça atrás de si. E o cavalo segue sempre em frente, levando consigo uma solidão que não o faz se sentir sozinho, já que uma fé e uma força maior o acompanham.
Ele sabe que tem que chegar a algum lugar, e assim segue atravessando vales verdes, subindo colinas e galgando montanhas, desertos de sal, e cenários cheios de neve. O cavalo atravessa cortinas de fogo se necessário, e mares de gelo. Deixa atrás de si inúmeros cenários, mudando de rota conforme o nascer do sol. E a corrida continua, dia e noite... dias e semanas afins. E se você por acaso perguntar para ele para onde está indo, não saberá o que dizer. Sua origem e seu destino são uma só incógnita. Sua presença é um grito de fé pelos lugares em que passa. Sorrisos se abrem, gritos alegres ecoam pelos ares.
Foi assim, até que numa dessas suas andanças, o cavalo passou pela praia e se aproximou de mim, dizendo que estava comigo, que era hora de correr e apreciar a liberdade. E como agradecimento, eu coloquei um ramo de flores vermelhas na sua cabeça. O cavalo se alegrou e se moveu para longe, continuando seu galope de liberdade, levando bons sentimentos por onde passava.
Ninguém sabia o que poderia acontecer, mas uma coisa é certa: quando o cavalo parar de correr não haverá mais nuvens no céu. Não haverá mais ventania, nem esperança.